Seguimos recabando recomendaciones de lectura para estos tiempos de crisis sanitaria mundial por coronavirus COVID-19.
Es el turno ahora de los editores universitarios iberoamericanos, quienes, desde sus lugares de origen y a través de sus propuestas editoriales, nos trasladan su visión de la situación que vive el mundo y, sobre todo, las ideas halladas entre esas páginas para mejorarlo.
Contactamos con Rita Argollo, directora de EDITUS – Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz y presidenta da Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU).

Gracias, Rita, por atendernos…
P. ¿Qué libro estás leyendo?
R. Os três últimos lidos foram: Ideias para adiar o fim do mundo e O amanhã não está à venda, de Ailton Krenak, e Na batalha contra o coronavírus faltam líderes à humanidade, de Yuval Noah Harari. Neste último, resultado de um texto para a revista Time, Harari enfatiza a necessidade de cooperação entre povos e nações para que possamos combater males como a pandemia. Já Krenak é brasileiro e um dos principais pensadores indígenas, na sua escrita ele traz profundas reflexões sobre o apagamentos dos povos indígenas e critica a noção de humanidade associada a uma cisão da natureza. Em “O amanhã não está à venda”, o autor traz uma análise sobre esse momento de pandemia.
P. ¿Qué libro de tu editorial recomendarías durante estos días?
R. Da Editus – Editora da UESC, recomendo Mejigã e o contexto da escravidão, organizado pelo professor Ruy Póvoas. Este livro fala dos processos de escravidão no Brasil a partir do conhecimento científico, da história oral e da valorização dos saberes. Considero essa conexão primordial para compreendermos um pouco os processos que vivemos na atualidade. “Mejgã” pode ser lido gratuitamente.
P. ¿Alguna cita de algún libro que quieras compartir para estos días?
R. “Vivemos hoje essa experiência de isolamento social, como está sendo definido o confinamento, em que todas as pessoas têm de se recolher. Se durante um tempo éramos nós, os povos indígenas, que estávamos ameaçados da ruptura ou da extinção do sentido da nossa vida, hoje estamos todos diante da iminência de a Terra não suportar a nossa demanda. Assistimos a uma tragédia de gente morrendo em diferentes lugares do planeta, a ponto de na Itália os corpos serem transportados para incineração em caminhões. Essa dor talvez ajude as pessoas a responder se somos de fato uma humanidade.” Ailton Krena, em O amanhã não está à venda.
P. ¿Te gustaría compartir alguna reflexión personal sobre la situación que estamos viviendo?
R. Passamos por uma crise sanitária, econômica e política. Isso me assusta e ao mesmo tempo me encoraja a resistir, criar, viver, combater. Nesse momento, por estar em uma situação privilegiada que me permite o isolamento social, os livros têm sido aliados para a ampliação de consciência e para o acesso à cultura, à arte, expressões tão acalentadores para a sobrevivência da alma.





